Essa frase constava da primeira página de um canal de informações da internet, a fim de direcionar o leitor para um artigo sobre auto-estima. O artigo instigava as pessoas a ficarem bem, estivessem namorando ou não. E o que tem uma coluna de Gramática da Língua Portuguesa com artigo sobre auto-estima? Nada. O nosso problema consiste no uso do pronome si, chamado de pronome oblíquo tônico.
Tais pronomes (mim, ti, si, nós, vós, ele, ela, eles, elas) somente podem ser usados antecedidos de preposição (por, para, perante, a, ante, até, de, desde, em, entre, com, contra, sem, sob, sobre). Quando a preposição usada for com, a junção dela com mim, ti e si transforma-se em comigo, contigo e consigo.
A frase apresentada está, então, inadequada ao Português padrão. O adequado seria construir assim:
De bem consigo mesmo.
BEM - VINDO
TIRE SUAS DÚVIDAS, APRENDA, DIVIRTA-SE NO BLOG MAIS DESCONTRAÍDO SOBRE LÍNGUA PORTUGUESA.
domingo, 1 de maio de 2011
MUITO OBRIGADAS?
Obrigado significa "agradecido, grato, reconhecido". Concorda com o substantivo ou com o pronome a que se refere, ou seja, se o substantivo for feminino plural, usa-se "obrigadas", como usaria "gratas, agradecidas, reconhecidas". Por exemplo: A garota disse um muito obrigada emocionado; Todas elas disseram em coro: - Muito obrigadas. Um português bem dito para todos.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Santo do pau oco
A expressão surgiu no Brasil no século XVIII, em Minas Gerais. Para escapar dos elevadíssimos impostos cobrados pelo rei de Portugal durante o auge da mineração, os proprietários de minas e os grandes senhores de terras da colônia colocavam parte de seus ganhos no interior de imagens ocas de santos, feitas de madeira. Algumas delas, eram enviadas a parentes de outras províncias, e até de Portugal, como se fossem presentes.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
FERNANDO PESSOA por ele mesmo
v Algumas pessoas sabem da minha admiração e quase devoção por Fernando Pessoa. Sendo assim, postarei sempre que possível algumas das suas geniais obras. A seguir, do Cancioneiro, por ele mesmo, o poema nº 122.
LENTA E QUIETA a sombra vasta
Cobre o que vejo menos já.
Pouco somos, pouco nos basta.
Que nos contente o pouco que há.
A noite, vindo como nada,
Lembra-me quem deixei de ser,
A curva anônima da estrada.
Faz-me lembrar, faz-me esquecer,
Faz-me ter pena e ter de a ter.
Ó largos campos já cinzentos
Na noite, para além de mim,
Vou amanhã meus pensamentos
Enterrar onde estais assim.
Vou ter aí sossego e fim.
Poesia! Nada! A hora desce
Sem qualidade ou emoção.
Meu coração o que é que esquece?
Se é o que eu sinto que foi vão,
Por que me dói o coração?
Obs. O poema está digitado de acordo com o original do livro; por isso no início, as duas palavras estão em letras maiúsculas. Um português bem dito para todos.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
FAVELA
Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de "FAVELAS"?
O origem do nome "FAVELA" remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos. Na Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada "FAVELA".
Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam.
Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.
Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.
Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular.
Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.
Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.
Rocinha
Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"
Morro da Mangueira
Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.
Morro do Vidigal
Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.
Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"
Morro da Mangueira
Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.
Morro do Vidigal
Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela
Nelson Mandela
terça-feira, 19 de abril de 2011
Flor Culta e Bela, Viva Florbela!
"Minha'ama, de sonhar-te, anda perdida,
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda minha vida"[...]
Florbela Espanca
VER e VIR
A conjugação dos verbos VER e VIR no futuro do subjuntivo gera muita dúvida. Vejamos como fica a conjugação:
VER VIR
eu vir vier
tu vires vieres
ele vir vier
nós virmos viermos
vós virdes vierdes
eles virem vierem
VER VIR
eu vir vier
tu vires vieres
ele vir vier
nós virmos viermos
vós virdes vierdes
eles virem vierem
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Respondendo uma questão "SOTEROPOLITANA"
Uma aluna me enviou uma pergunta que eu coloquei na prova sobre adjetivos gentílicos. Quem nasce em Salvador, minha bela flor, é Soteropolitano. Aliás, já postei sobre isso e está em CURIOSIDADES. Um português bem dito para você!
domingo, 17 de abril de 2011
POR QUE O MINISTÉRIO QUE CUIDA DO DINHEIRO SE CHAMA "DA FAZENDA"
Tudo bem que um terço do nosso PIB vem do campo, mas daí a chamar toda economia de "fazenda" ´´é demais, não?
O termo talvez não soasse tão destoante num Brasil em começo do século XIX, quando dom João fugiu para cá, reformulou a colônia e fundou o órgão. "Fazenda' era uma palavra do português arcaico, usada para designar coisas como riqueza, renda, dinheiro".
Detalhe: o nome "Fazenda" ficou só no Brasil mesmo. Em Portugal, a instituição passou por uma reforma geral ainda em 1910 e foi rebatiza de "Finanças"
O termo talvez não soasse tão destoante num Brasil em começo do século XIX, quando dom João fugiu para cá, reformulou a colônia e fundou o órgão. "Fazenda' era uma palavra do português arcaico, usada para designar coisas como riqueza, renda, dinheiro".
Detalhe: o nome "Fazenda" ficou só no Brasil mesmo. Em Portugal, a instituição passou por uma reforma geral ainda em 1910 e foi rebatiza de "Finanças"
sábado, 16 de abril de 2011
Salve Djavan!
Na revista "Língua Portuguesa" deste mês, há uma entrevista com Djavan, na qual ele revela curiosidades sobre suas canções e que cursou apenas até o segundo ano do ensino médio. Apesar de não possuir muito estudo, ele valoriza a escola e a importância da língua portuguesa na formação do indivíduo, e que o memo teve muitas dificuldades no início, pela falta de uma formação escolar maior. Sorte a dele ser um gênio...
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